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quinta-feira, setembro 24, 2015


Seguindo pela estrada de tijolos amarelos...

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Hoje é o final de um ciclo. Hoje uma fase se encerra. Hoje uma porta se fecha para abrir um portão!
E a sensação é estranha... É incrível, assustadora, libertadora e dolorida.
                Porém não estou tratando o dia de hoje como uma despedida, afinal aqueles que realmente importam irão continuar na minha vida, independente do local onde nós trabalhemos. A amizade, o carinho, o respeito, a admiração, o amor... Tudo isso independe do contato diário obrigatório forçado pela relação de trabalho ou de professor/aluno.
                Nos últimos 3 anos eu vivi momentos inesquecíveis, aprendi muito, conheci pessoas maravilhosas e outras nem tanto, ultrapassei alguns obstáculos, cai muitas vezes, tive muitas primeiras vezes (como uma festa de aniversário surpresa com 3 bolos) e aproveitei coisas que adoro pela milésima vez.
                E apesar de não ser uma despedida, gostaria de aproveitar esse momento para deixar algumas mensagens...


Para os professores que trabalharam comigo: Fico feliz que ainda existam pessoas apaixonadas como vocês, apesar de todas as adversidades e apesar de todo o desrespeito com o qual temos que lidar diariamente. Se eu pudesse dar um conselho a vocês meu conselho seria: O nosso reconhecimento não será financeiro e não virá ‘de cima’. Nosso reconhecimento é diário. Aprendam a valorizar o sorriso dos alunos, o carinho deles, os bilhetinhos nas lições de casa, os ‘Good Morning’ na lousa, esperando para nos receber na sala...




Para todos os não professores (e para as futuras professoras) que trabalharam comigo: Obrigada por aguentarem o meu mal-humor e o meu ‘excesso de sinceridade’. Obrigada pelas conversas sobre os assuntos mais diversos, pela troca de desabafos e frustrações, pelas piadas internas, pelas risadas, pela energia boa trocada todos os dias.




Para os meus alunos: Vocês são a razão de tudo! Foram vocês que fizeram cada segundo desses 3 anos valer a pena. Foram vocês quem me ensinaram as coisas mais valiosas que eu aprendi. Foram vocês o motivo da minha felicidade e do meu orgulho. Obrigada por serem meus alunos, meus professores e meus AMIGOS. FOREVER and EVER!




Karine: Você se encaixa em cada uma das categorias anteriores e tem uma só pra você... Mas a nossa ‘jornada’ juntas está só começando... Ainda temos uma looooonga caminhada pela frente! I’ll be back to get you!


sábado, fevereiro 01, 2014


O beijo gay na novela (e a hipocrisia)

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     Eu não acompanho novelas e também não acompanhei Amor à Vida. Sem querer assisti aos últimos minutos do episódio de ontem e quando o casal gay se despediu com um beijo no rosto pensei "Quanta hipocrisia", mas em seguida veio o tal beijo e eu sorri, feliz.

     Sim, a tv já havia mostrado beijos gays antes. Pelo que li, uma outra emissora transmitiu um beijo entre duas mulheres anteriormente. A própria Globo já havia mostrado isso na atual edição do Big Brother.

    Mas o beijo que vi ontem, na novela, foi um beijo de amor e foi lindo demais. Aproveito para elogiar aqui a atuação dos atores Thiago Fragoso e Matheus Solano, que conseguiu ser ainda mais brilhante na próxima cena, com Antônio Fagundes.

     Então entro no Facebook e vejo a comemoração. Muitas pessoas animadas com a cena, assim como eu. E aí eu penso... Por que essa animação toda? Eu vejo esse amor todos os dias e nunca aplaudi um beijo de qualquer casal na rua.

     Sim, foi importante a Globo se render à realidade e parar de tratar o assunto como se isso não existisse. Mas ideal mesmo será quando essa cena for tão corriqueira que não seja mais motivo de comemoração.

     Também vi no Facebook pessoas indignadas, dizendo que a cena foi desnecessária, ofensiva, desrespeitosa e nojenta...

     E aí eu fico me perguntando como o amor pode ser desnecessário, ofensivo, desrespeitoso ou nojento. Ver casais de mãos dadas, se abraçando, beijando, qualquer que seja o casal, não me desperta nenhum dos sentimentos acima.
     Vi ainda comentários dizendo que 'agora só falta as novelas exibirem cenas de sexo explícito'. Mas não falta não, elas já exibem. E esses comentários me soam tão hipócritas quanto os anteriores. Nós viemos de onde mesmo? Ou essas pessoas ainda acreditam na história da cegonha? Sexo não é feio. Beijo não é feio.

     Quando eu era mais nova, no colégio, o psicólogo da escola chamou a minha mãe uma vez para discutir a minha sexualidade. Havia um boato de que eu era homossexual porque eu tinha unhas curtas, era carinhosa 'demais' com a minha melhor amiga e nós usávamos anéis iguais, que poderiam ser alianças.

     Então eu era 'um problema a ser resolvido' porque era carinhosa e isso 'ofendia', mas os valentões que praticavam bullying nunca tiveram seus pais chamados no colégio? Grandes lições aprendíamos lá...

     Na faculdade o boato surgiu novamente. Desta vez porque eu e meu melhor amigo não tínhamos 'um caso'. Qual a melhor explicação para isso? Amizade real e verdadeira? Não... O 'problema' só podia ser a (homo)sexualidade da Bartira.

     Em ambos os casos amigos meus tomaram a minha 'defesa'. Eu só ri de tudo isso porque em nenhum momento eu me senti ofendida ou achei que precisasse me justificar ou defender.

     Quem eu beijo ou quem dorme comigo é da minha conta e de mais ninguém. e o meu caráter não é definido por isso.

     Da minha boca, ninguém vai ouvir 'Eu sou Hetero', como se isso fosse motivo de orgulho.

     Com orgulho eu digo: Eu sou capaz de respeitar e amar.

     Pra quem não viu a cena, essa foi a cena 'polêmica':

terça-feira, janeiro 28, 2014


A Culpa é das Estrelas

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     Quem conhece o meu gosto literário sabe que não sou fã de romances ( e aqui, entenda-se por romance histórinhas românticas melosas). Também sou muito resistente a ler os livros 'da moda'.

     Nada contra os romances, só acho que eles são superficiais e muito distantes da realidade. Livro de fantasia é uma coisa... Te leva pra outro mundo, um mundo totalmente imaginário. Mas romances, como os livros de Nicholas Sparks tentam te vender uma ideia de amor, romance e relacionamento que é totalmente irreal.

     Também nada contra os livros 'da moda', mas tendo a desconfiar de um livro que todo mundo gosta só porque todo mundo gosta.

     Então demorei a ler A Culpa é das Estrelas. Na verdade nunca me interessei por ele, já que me falaram que se tratava de um romance entre jovens com câncer e eu já imaginei toda aquela ladainha clichê que a gente já viu em milhares de filmes e já leu em milhares de livros.

     Mas então, uma aluna minha, senhorita Alice, me recomendou essa obra do John Green e me garantiu que não tinha nada de romance meloso nem de clichê e resolvi dar uma chance.

     Li o livro em dois dias e fiquei encantada com a história e os personagens.

     Se me perguntassem eu jamais indicaria o livro como um romance. Acho o livro muito sincero e por isso mesmo acabei até chorando em alguns momentos.

     Quem não leu o livro deveria parar de ler por aqui, porque os parágrafos abaixo contém spoilers...

     Hazel Grace, a personagem que narra a história não é a típica heroína das histórias de crianças com câncer. Nada de altruísmo, de luta elegante contra a doença, de sorrir apesar da dor. Ela tem dias bons e ruins, ela sente raiva por estar morrendo sem ter a chance de ter vivido, e quando sente raiva acaba descontando nas pessoas que estão próximas. E é assim que eu acho que as pessoas realmente sentem-se quando tem uma doença desse tipo.

     Gus Waters é o garoto que compensa sua deficiência (a falta da perna) com simpatia. Seu maior medo é ser esquecido. Ele gostaria de morrer como herói, mas morrerá como vítima de uma doença e não há heroísmo nisso.

     Ambos os personagens repetem uma frase que gostei muito "O mundo não é uma fábrica de realizações de desejos". E essa é a mais pura verdade.

     Na história todos os personagens tem suas frustrações. Gus nunca será um herói, Hazel se decepciona com o autor do seu livro favorito, Isaac é abandonado pela namorada quando fica cego... E a realidade é essa, todos nós temos frustrações e nenhuma vida é perfeita, composta somente de grandes realizações.

     Eu super recomendo esse livro, mas não espere uma lição de vida ou personagens heroicos. A maior lição desse livro é uma boa dose de realidade jogada na nossa cara.

domingo, outubro 20, 2013


The Heroin Diaries (e minha paixão por biografias)

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Sim, eu adoro ler Biografias. Acho muito interessante tentar entender as pessoas. É fácil olhar pra alguém e ir tachando... “Aquele é mal-humorado, aquele é metido, aquele é depressivo, aquele é maluco”. Eu gosto de (tentar) entender os motivos, gosto de saber das histórias, do que pode ter feito as pessoas serem como são.

À primeira vista muita gente me acha quieta demais, anti-social, meio antipática ou metida. Algumas descobrem depois que posso ser carinhosa, muito prestativa, muito felicada e amável. Outras descobrem que se me achavam ruim eu posso ser muito pior... Mas só eu sei como as coisas foram acontecendo na minha vida para que eu fosse exatamente como sou hoje.

Acabei de ler a “biografia’ de Nikki Sixx, do Motley Crue e adorei cada palavra. Na verdade o livro The Heroin Diaries é o diário de Nikki, do ano de 1987. A banda estava no auge e ele estava no fundo do poço devido ao uso de drogas e à depressão.

O interessante das biografias é que às vezes a gente acaba se identificando com pessoas que agente achava que não tinham nada a ver com a gente. Nikki Sixx é um rockstar, milionário, viciado em drogas (agora ex usuário). Eu sou professora, estou beeeeeem longe de ser milionária e não bebo nem champanhe no ano novo. Mas já tive sentimentos muito parecidos com sentimentos que ele teve.

Durante as últimas duas semanas o diário dele foi o meu melhor amigo.

Nikki Sixx é um cara muito inteligente e talentoso. É também muito perfeccionista e controlador. Teve uma banda que fez muito sucesso e ganhou muito dinheiro, além da fama com que sempre sonhou. Mas não era feliz. Diversas vezes no livro ele diz “Cuidado com o que você sonha”.

O sucesso trouxe a fama e o dinheiro. Trouxe também as festas, as mulheres, as bebidas e as drogas. E quando ele tinha tudo o que sempre quis sentia-se sozinho, mesmo no meio de uma multidão.

O livro conta a história de um astro do rock sem nenhum glamour, sem nenhuma apologia. Mostra o que se passa na cabeça de um viciado em drogas que tinha tudo o que queria.

O que fez com que eu me identificasse com a história é a confusão de sentimentos e de pensamentos que ele descreve. Sabe quando, nos filmes, as pessoas tem anjinhos e diabinhos falando? A cabeça dele era assim... E a minha também é às vezes.

Gosto da sinceridade no livro, porque Nikki não é um dependente químico em recuperação que tenta converter os leitores. Ele é bom e ele faz coisas ruins. E as pessoas são assim.

Odeio romances porque os mocinhos e mocinhas são criaturas perfeitas, que dão a vida por causas nobres, que amam cegamente. E os vilões são maquiavélicos e fazem o mal pelo mal. Mas essas pessoas não são reais. Ninguém é 100% bom e nem 100% mau. E Nikki Sixx admite isso como eu nunca tinha visto outra pessoa admitir.

O livro ainda é cheio de comentários, do próprio Nikki e de pessoas que passaram por aqueles momentos com ele.


Enfim, o livro é fantástico e eu recomendo!



Ps- Nikki Sixx tem uma banda chamada Sixx A.M que lançou o álbum The Heroin Diaries, que é uma espécie de Trilha Sonora para o livro. Fantástico!!! Completamente viciante!

terça-feira, janeiro 08, 2013


O BBB e a Hipocrisia

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                Mais um Big Brother começando e nas redes sociais os falsos intelectuais criticando.
                Entendo e aceito que há gostos diferentes. Alguns gostam do programa, outros não... O que não entendo é o porquê de tanta comoção, de tanta crítica daqueles que dizem não gostar. Perderam o controle da TV e não conseguem desligá-la?
                Já li gente dizendo que o programa corrompe os espectadores, que o programa mostra coisas que as crianças não deveriam ver, etc. Primeiro, quem tem uma criança em casa é que deve controlar o que ela deve ou não assistir. Segundo: falta de caráter vem da educação de cada um, da criação de cada um e não de um programa de TV.
                Já li também gente dizendo que com tantos problemas acontecendo no Brasil as pessoas assistem Big Brother e ao invés de ‘lutar’. Sério? Os problemas do nosso país poderiam ser resolvidos se ninguém mais assistisse Big Brother? Eu me pergunto o que, de efetivo (além criticar o governo pelo Facebook), esses críticos fazem para lutar contra esses problemas... Nada, eles estão online falando mal do Big Brother.
                Não consigo assimilar também porque o cara que assiste seriados norte-americanos se julga tão melhor do que quem assiste Big Brother. Vampiros, zumbis, médicos, bombeiros, policiais e anônimos... Pela TV, qual a diferença?
                A verdade é que o que acontece no programa não é mentira (não estou fazendo aqui qualquer julgamento quanto à manipulação de edição e etc). Um cara que fica com uma menina em uma noite e com outra na noite seguinte, jovens que bebem além da conta e dão vexame, pessoas que ‘vão para baixo do edredon’ com recém conhecidos e não tem vergonha que os outros saibam (ou vejam), pessoas que fazem tudo por um bom dinheiro... Tudo isso está aqui, na vida real, no dia-a-dia, mas ninguém quer admitir. Nós já somos corrompidos e é isso o que o programa mostra.
                Então quem quiser assistir que assista, quem não quiser, mude de canal ou desligue a TV (e vá ler um livro), mas não seja hipócrita... É o meu humilde conselho.

sexta-feira, dezembro 02, 2011


Nostalgia... Texto do Léo

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Estou ‘desmontando’ meu quarto para a mudança e nessa hora a gente sempre aproveita pra fazer uma ‘faxina’ e jogar um monte de tralha no lixo.


Encontrei duas caixas de sapato onde eu guardo bobagens tipo bilhetinhos, cartões de aniversário ou qualquer outra coisa que lembre bons momentos.

No meio dessas coisas encontrei um texto escrito pelo Leonardo Marques Lopes (acho que é esse o nome completo, se não for peço mil desculpas!).

Não reparei no Leonardo nas primeiras semanas de aula. Não lembro em que aula foi e nem porque ele teve de ler um texto em voz alta mas foi nesse dia que eu descobri o Leonardo. Fiquei impressionada.

Depois disso trabalhamos juntos em outras atividades da faculdade e passamos a conversar mais, já que tínhamos o mesmo grupo de amigos.

Lembro que uma das conversas mais deliciosas que tive com ele aconteceu na minha casa, altas horas da madrugada, depois de uma das ‘festinhas’ regadas a fanta com vodka que a gente costumada fazer no primeiro ano... A maioria das pessoas já tinha ido embora e umas outras duas estavam dormindo no chão do meu micro apartamento. O Léo já estava meio ‘alto’ também... E numa das mais estranhas conversas com bêbado que eu já tive nós falamos de amor e discutimos política.

No dia seguinte ele me trouxe um texto que acho que nunca foi lido na sala de aula... Um resumo da nossa conversa que pode parecer que não faz sentido nenhum... Mas faz. São as nossas idéias bagunçadas colocadas no papel. Mais um texto ótimo do Léo que agora eu publico aqui... Acho que ele não se importará...

 
 
O amor compra tudo, até uma Ferrari.




Amor? O que é Amor? Talvez uma mentira inventada pelo homem, uma busca perdida por um infinito vazio, alguma coisa gostosa com um perfume agradável, o carro do seu namorado ou a chave mágica que nos abre as portas ou as pernas para o sexo oposto.

Amor? O que é o amor? Alguma coisa que a gente empresta e pede para devolver no dia seguinte, a palavra que faltava para completar a cruzadinha, a desculpa perfeita para ficar quatro horas seguidas no telefone ou um vírus diabólico que ainda não se manifestou.

Hoje a palavra amor está em todos os lugares. Virou carne de vaca. Arroz de Festa. Nome de açougue. Todo mundo ama sem amar ninguém. O amor virou propaganda, popstar, luxo, dinheiro e glamour. Ficou barato, é só ir até a esquina que você pode comprar por 1,99. Se transformou em recheio de pastel, nome de pizza e papel higiênico. Motivo de divórcio e recorde de bilheteria. Já parou pra pensar como as pessoas não se importam mais com o que carregam dentro dos seus corações? E sim com o que tem dentro dos seus bolsos, em volta do pescoço, com o que ocupa a sua garagem e se os seus nomes terão ou não vantagens no próximo testamento. Como podem esquecer das lágrimas, sonhos e sorrisos. De um abraço gosto e confortante. De alguém que lhe estenda a mão oferecendo ajuda. De um jeito sincero no rosto ou na boca. Eu não quero ouvir as pessoas falarem “eu te amo”, eu quero que elas se amem. Se declarem umas as outras, sem se importar com a cor, credo ou estado civil. Pretos e brancos. Policiais e traficantes. Corinthianos e palmeirenses. Todos caminhando juntos de mãos dadas com um só dever, “divulgar o amor”. Prostitutas e freiras. Pitboys e gays. Fazendeiros e sem terra. Palestinos e Israelenses. Americanos e o mundo. Eu e Você. Todos se amando.

Vamos demolir os muros das nossas casas, arrombar os portões dos nossos prédios, abrir as nossas geladeiras e nossos corações. Vamos destruir nossos carros de luxo, nossas jóias valiosas e queimar todo o dinheiro do mundo só com as chamas do amor. Vamos respirar, comer, beber e viver amor. Vamos infestar as ondas do rádio só com músicas de Frank Sinatra, Chet Baker, Owen e Novos Baianos. Vamos proliferar em pleno horário nobre de televisão, todas as poesias de Paulo Leminski, Ferreira Gular, Carlos Drummond de Andrade e Manoel de Barros. Vamos trocar as fórmulas matemáticas por corações, flechas de algodão e gosto de chocolate. Vamos transformar as nossas casas no centro do mundo. Vamos ser uma corrente do bem para o bem.

Amar? O que é amar? Amar é sentir calor quando está frio, é sentir um frio na barriga quando está calor, é dizer sim para o resto da vida, é dizer não quando não tem nada pra dizer, é continuar sorrindo mesmo estando triste, é ficar triste porque o seu amor não está sorrindo, é nunca desligar o telefone antes do amado (a), é desligar o telefone antes do amado (a) porque tem uma hora que enche o saco, por mais imenso que seja o amor, paciência tem limite. É rir compulsivamente da piada sem graça que seu amado(a) lhe contou, é obrigar que seu amado (a) ria compulsivamente da piada sem graça que você contou pra ele(a), é dormir no meio do filme que ela(e) te convidou para assistir e depois falar com a maior cara de pau do mundo que esse filme definitivamente mudou a sua vida. Amar é ajudar os outros, é ser feliz, é fazer a felicidade dos outros. O amor compra tudo, até mesmo a sua Ferrari.

terça-feira, abril 05, 2011


Bruna Surfistinha - O Filme

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Há alguns dias assisti o filme Bruna Surfistinha, com a Deborah Secco. Confesso que esperava mais. Não da atuação, que é muito boa, tanto a da Deborah quanto das coadjuvantes. Nem da direção de arte que também está impecável.







Fiquei decepcionada com o roteiro. História de garotas de classe média-alta que saem de casa e viram garotas de programa já não são mais novidade há tempos. A Bruna surfistinha se destacou por alguma razão e isso não foi mostrado no filme. Recheado de clichês o filme tenta chocar com algumas fantasias ‘diferentes’ de clientes e chocar com o uso de drogas, mas como eu já disse... Isso não é mais novidade.

Ainda não li os livros da Raquel Pacheco (nome real da BrunaSurfistinha), mas conheço um pouco da história dela pelo que foi apresentado na mídia. Um dos destaques dessa história é o relacionamento que ela tem até hoje com um homem que começou como cliente. Esse homem, que ela chamava de João Pedro no blog deixou esposa e filhos para içar com ela e, pelo que sei, estão juntos até hoje. Esse seria um diferencial.

Apesar de ter muito homem por aí que vive com ex-garotas de programa, a maioria não assume esse relacionamento, muito menos em rede nacional. Como vimos recentemente, no Big Brother Brasil 11, um garoto (Mau-Mau) saiu da casa, ficou sabendo que sua ‘ficante’ já tinha sido garota de programa (segundo ela, isso é só boato) e ao voltar passou a tratá-la mal e com desrespeito.

Então passei o filme inteiro esperando para ver como tinha começado esse relacionamento, como foi para ele deixar a família para ficar com a Bruna, ou Raquel, o que eles enfrentaram ao escancarar essa relação para a sociedade preconceituosa em que vivemos, e a relação dela com os pais, e como foi quando eles ficaram sabendo da vida que ela escolheu... E nada!

No fim fica-se com a impressão de que o filme tenta chocar, com cenas de sexo e uso de drogas, apenas para parecer polêmico, quando os temas realmente fortes são deixados de lado.

Em todo caso, recomendo o filme sim... Como entretenimento vale à pena perder 2 horinhas...


 
O trailer:

 
O site oficial: http://www.brunasurfistinhaofilme.com/